Ela era baixa. Pernas grossas. Cabelos enrolados. Branquinha de pele, castanhos de cabelo. Uma simpatia de pessoa. Assim era como todos os viam. Jurema, assim chamada não tinha mais que trinta anos e menos que vinte e cinco. Sempre morou sozinha na zona leste de São Paulo. Corintiana roxa, sempre fez questão de ver os jogos do seu time do coração nos estádios. Formou-se em pedagogia quando ainda tinha dezenove anos e ao decorrer do tempo foi se especializando em matemática, depois português e hoje é professora de biologia. Gosta do que faz! Sempre gostou. Sempre gostou de ter alunos e alunas. Aí chegamos ao ponto forte de nossa história, os alunos. Jurema tem um sério problema com relacionamento, além de tudo tem medo de ficar velha. Vive com cremes, pastas, dicas, receitas que possam deixar a sua pele mais nova, porém isso nunca houve necessidade. Sua pele sempre foi linda, estonteante, lisa! Ela não aceita. Não aceita ficar ou estar com caras com mais de vinte e cinco anos, chegamos novamente ao ponto forte de nossa história, os alunos. Dona de uma atenção fora do comum, Jurema adora meninos ou moços ou qualquer referência masculina que sejam mais novos que ela. Isso não é normal ou de ponto relativo é. Todo ano letivo que se inicia, novos alunos aparecem. Mais um ano começou. Sala de terceiro ano de ensino médio. Os alunos de saco cheio, ultimo ano. Jurema entrou para dar a sua primeira aula. No salto. Alto. Linda, perfumada, na classe. Todos aqueles que ainda não tinha tido aula com ela, pararam e babaram. As meninas, bom essas ficaram extremamente “emputecidas” com a situação, não havia chapinha que fizesse todos aqueles cuecas tirarem os olhos da nova professora de biologia. Mas alguém em especial chamou atenção de Jurema, Marcos ao fundo da sala. Menino alto, loiro dos olhos verdes, lutador faixa preta de judô, o legítimo corpo bonito e mente fazia, é desses que ela gosta. Não se apegam não se apaixonam e fazem dela a mulher mais juvenil do mundo. Nunca vi Jurema daquele jeito, centrada em um ponto fixo só, até por que pela ética, ela teria que dar atenção para todos e não em um foco só, porém não foi isso que aconteceu. Por ser primeira aula, o assunto foi totalmente perdido, sem matéria propriamente dita, até porque o calor que deixou as suas bochechas rosadas, não deixou com que ela falasse ou fizesse alguma coisa. Mas não haveria anatomia que pudesse descrever ou acalmar aquele momento. Marcos, como disse acima é o legítimo corpo bonito de mente fazia, porém quando notou realmente a professora que estava na sala de aula, ficou paralisado, em choque, bom e com tesão! Não quero entrar em conotações sexuais, mais houve uma química pedófila tamanha naquela situação. Jurema tem vinte e nove, e Marcos prestes a completar dezoito. Um bebê. Ela gosta! E como gosta. O sinal tocou. Hora de Jurema trocar de sala. Quem sabe na semana que vem, não é? Não! Marcos era burro para estudo, mas quando o assunto era mulher, ele era o professor dos nerds e oprimidos de sua sala. Ainda mais sendo judoca, tinha a mulher que quisesse aos seus pés, até a professora. O fato que para o primeiro dia de aula existe alguma dúvida? Claro que não! Porém Marcos antecipou as suas e a matéria. Nunca vi esse menino tirando qualquer dúvida com professor, a não ser o pedido de ir ao banheiro, oi? Mas ele se interessou pela biologia. A biologia humana é uma coisa fora do comum, o estudo dos hormônios, das partes do corpo e tudo que o corpo é capaz de fazer. Isso ele sabe bem! Jurema não entendeu a procura dele, por ela no intervalo e bom, foi até o laboratório para sanar a tal dúvida. E qual era? Ninguém sabe. O fato é que a professorinha da zona leste soube mostrar que o estudo e a matéria biologia deveria ter mais ênfase do que matemática e português, poxa é o estudo do corpo humano! O importante não é a teoria e sim a prática!
Evoé!