quinta-feira, 15 de março de 2012

A PAIXÃO COMO ATO COMPLEXO DE SOBREVIVÊNCIA

“Aquilo que provamos quando estamos apaixonados talvez seja o nosso estado normal. O amor mostra ao homem como é que ele deveria ser sempre.” Anton Tchekhov
Hoje eu acordei meio assim, mais pra lá do que pra cá. Pensei, pensei, olhei, rezei, comi e acho que amei. Ou não, nada a ver tudo isso. A vida é confusa não? Ou ela nos deixa confusa. O fato é que, eu aprendi que sofrer em um caminho perdido e escuro, pode não ter uma solução, até pensei que não teria uma solução imediata, mas pensando melhor, não haverá solução. Amores passados ficam de onde eles sempre foram ou se tornaram, passado. O novo assusta, ainda mais quando o novo supera todas as suas expectativas em pouco tempo. Uma amiga disse ninguém é igual a ninguém. O medo talvez seja de mais uma ilusão, desilusão e claro, o sofrimento. Mesmo que sofrer faça parte de todo o processo de comunhão e paixão, não quero sofrer. Sabe quando existem borboletas na barriga? Sabe então quando o estado de felicidade plena não se resume em um momento e sim em um nome? É estranho. Nem te conheço e tenho certeza que você irá fazer parte da minha vida por um bom tempo. Não sei quanto tempo, sei que será um tempo. Longo ou curto, você de alguma forma conseguiu ascender algo que já estava meio apagado dentro de mim. Amor? Paixão? Amor e paixão. Que caminho estranho toma o nosso corpo quando afinidades se encontram em mero ao acaso. Que caminho louco toma o nosso corpo, as nossas reações, quando os olhos se cruzam. Que reação estranha toma o nosso coração quando em um curto tempo de espaço ele é preenchido. Que loucura. Louco é aquele que tenta ser normal. Louco é aquele que não sabe o que é sentir um frio na barriga quando o telefone toca ou quando mais uma mensagem chega e quando essa mensagem chega em uma hora que você não espera, um suspiro cresce dentro do corpo como se um enorme balão estivesse sendo preenchido de todo o ar existente. É pensar loucamente em um futuro incerto, mas que pelo desejo já está mais que escrito. Desejo carnal, passional. Desejo de estar junto, perto, com carinho, cafuné e lábios. Nunca desejei tanto beijar alguém, como eu te desejo. Nunca sonhei tanto com um abraço forte, como eu sonho. É como se o meu estado de carência fosse permanente pra ter certeza que você nunca irá me soltar e que esse abraço será a única coisa que irá suprir e confortar toda a minha carência. É ser poético, sem saber escrever. É ser cego e poder ver além do horizonte. É ser feliz, estando triste. É depender dessa paixão, como fonte de energia da vida. Esperei tanto sentir tudo isso novamente, porque então querer que acabe logo? Mesmo que tudo isso me deixo eufórico, confuso, perdido, ansioso e acelerado. Basta viver e ser feliz, mesmo que essa vivência não dure eternamente, o que dura? Nada dura. Paixão.
 Evoé.
Namaste.

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